Dois municípios com maior desmatamento ilegal do país ficam em Mato Grosso

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Foto da manchete: Reprodução Web

Por Jurandir Antonio – Voz: Ana Rosa Lima

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Levantamento realizado pelo ICV, Instituto Centro de Vida, mostra que cerca de dois terços do desmatamento registrado na Amazônia e no Cerrado entre agosto de 2023 e julho de 2024 foram ilegais.

O documento, divulgado pelo ICV nesta quinta-feira, mostra que Nova Maringá e Colniza estão entre os 10 municípios com mais derrubada de vegetação fora da lei.

O estudo considerou dados de monitoramento do Projeto PRODES, do Inpe, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, e cruzou com informações sobre autorizações de desmate do Sinaflor e de bases estaduais.

Os resultados indicam a necessidade de fortalecimento de um sistema único de autorizações de desmatamento, o que vai ao encontro da determinação recente do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, pela emissão das autorizações por meio do Sinaflor.

Na Amazônia, 90,8% do desmatamento registrado no período não foi autorizado.

Já no Cerrado, a taxa cai para 51,1%. A soma do desmate em ambos os biomas revela que 67,5% da eliminação de vegetação nativa foi realizada de forma não autorizada.

 Segundo o coordenador do Núcleo de Inteligência Territorial do ICV, Vinicius Silgueiro, os números revelam um cenário de alta pressão sobre a Amazônia, ainda que a taxa de desmatamento tenha sido 30% menor do que no período anterior.

No Cerrado, os dados suscitam atenção em relação às autorizações de desmatamento.

O levantamento verificou que somente em oito dos 16 estados compostos pela Amazônia e Cerrado há uso de sistemas de autorizações de desmatamento estaduais e do Sinaflor conjuntamente, entre eles Mato Grosso.