VERGONHA. Mato Grosso concentra 31% dos trabalhadores resgatados de trabalho escravo no país

Áudio
Download do arquivo abaixo: (ou botão direito em salvar link como)

Foto da manchete: Wellyngton Souza/Sesp-MT

Por Jurandir Antonio – Voz: Eneas Jacobina

Texto do áudio 

O Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso divulgou nesta quarta-feira o balanço da atuação institucional no combate ao trabalho análogo à escravidão, englobando os indicadores de 2025. 

No ano passado 627 trabalhadoras e trabalhadores foram resgatados da escravidão contemporânea em Mato Grosso, isso representa 31.57% do total de trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão em todo território nacional.

As operações foram realizadas com a participação do Ministério Público do Trabalho, aconteceram nos municípios de Nova Maringá, Nova Bandeirantes e Porto Alegre do Norte. 

As ações integraram grupos móveis regionais e nacionais coordenados pela Auditoria-Fiscal do Trabalho, vinculados ao Ministério do Trabalho e Emprego, e garantiram direitos a 611 dessas pessoas, incluindo um adolescente.

Em Mato Grosso, a atuação repressiva tem avançado por meio da atuação judicial e extrajudicial, que buscam reparação às vítimas, a fim de impedir a reincidência, além de projetos de qualificação profissional de egressos do trabalho análogo ao escravo ou vulneráveis a essa exploração.

Para o coordenador nacional de Erradicação do Trabalho Escravo e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, procurador do Trabalho Luciano Aragão Santos, os números refletem uma presença firme da rede de combate ao trabalho escravo, mas também mostram a persistência da prática pelos maus empregadores.

Aragão ressaltou que os dados de 2025 das forças-tarefa de combate ao trabalho escravo integradas pelo MP revelam que o trabalho escravo contemporâneo continua sendo uma realidade persistente no Brasil.

Ele acrescenta que a escravidão contemporânea não se esconde apenas em fazendas isoladas do interior do país. Ela abastece cadeias produtivas de grandes corporações e chega às prateleiras dos supermercados, às roupas que vestimos e ao cafezinho que tomamos.

Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Enéas Jacobina