| 03 Sintep-MT condena arrocho salarial e desmonte serviço público promovido pelo governo Mauro Mendes.mp3 |
Foto da manchete: Assessoria Sintep MT
Por Jurandir Antonio – Voz: Eneas Jacobina
Texto do áudio
O Sintep, Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso, assinou e endossou a carta aberta do movimento sindical direcionada ao povo mato-grossense, com um recado direto e sem rodeios aos prováveis candidatos a cargos eletivos neste ano.
A carta denuncia o abismo entre o governo exibido na propaganda oficial e a realidade vivida por quem sustenta o funcionamento do Estado.
Segundo a publicação, o “governo Mauro Mendes da TV” não é o mesmo enfrentado diariamente por servidores da saúde, educação, segurança pública, assistência social, Judiciário, fiscalização e demais áreas que atendem diretamente a população.
A carta reforça que nos postos de saúde, hospitais, escolas e repartições públicas, a realidade é crua, nua e sem a maquiagem do marketing governamental.
O documento afirma ainda que o Palácio Paiaguás, atual endereço do governador, permanece de portas fechadas para o diálogo com o conjunto dos trabalhadores do serviço público.
A carta aberta dos sindicalistas destaca também que o governador não recebe, e nunca recebeu, uma representação legítima das categorias para tratar de suas reivindicações históricas.
O documento detalha números que mostram o arrocho salarial imposto aos servidores públicos estaduais nos últimos sete anos.
Para o presidente do Sintep, Henrique Lopes, a política do governo é deliberada e atinge o coração do serviço público.
Segundo ele, a gestão Mauro Mendes escolheu governar contra os servidores. Enquanto vende uma imagem fictícia de eficiência, arrocha salários, desmonta políticas públicas e precariza os serviços oferecidos à população.
A carta diz ainda que mesmo após a recomposição de 5,40%, concedida em janeiro, os servidores seguem com perdas expressivas e mantêm a luta pela recomposição de 18,38%, referente ao confisco acumulado nos últimos oito anos.
Segundo os sindicalistas, a mobilização continuará nas ruas, nas bases e no debate público, denunciando o descaso.
Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Enéas Jacobina