Sob ameaças, servidores do judiciário suspendem greve e atacam TJ: “ilegal é vender sentença”

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Foto da manchete: Eliane Marcondes

Por Jurandir Antonio – Voz: Eneas Jacobina

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“A greve é legal. Ilegal é vender sentença”. 

Foi assim que a presidente em exercício do Sinjusmat, Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso, Geane Lina Telles, ao questionar a decisão do desembargador Rodrigo Roberto Curvo, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que julgou ilegal e determinou a suspensão da paralisação sob pena de multa diária de 200 mil reais a entidade e desconto no salário do servidor que aderir à greve.   

De acordo com a dirigente do sindicato, a decisão é arbitrária e com o único objetivo de calar os servidores do judiciário.  

Diante das ameaças do Tribunal de Justiça, Sinjusmat decidiu convocar uma nova Assembleia Geral da categoria para avaliar se a categoria cumpre ou não a decisão de desembargador.   

A presidente explicou que a suspensão do movimento é para proteger os servidores de cortes nos salários causando dificuldades financeiras para as famílias.   

Geane Telles disse ainda que o Sindicato vai recorrer da decisão ao Tribunal de Justiça em instância superior. 

A greve estava prevista para começar nesta quarta-feira, mas atendendo um pedido do governo de Mato Grosso, por meio da Procuradoria Geral do Estado o desembargador Rodrigo Roberto Curvo, decidiu considerar a greve dos servidores do judiciário ilegal.

Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Enéas Jacobina