| 08 CARTEIRA ASSINADA. Empregos formais crescem no setor de floresta plantada de Mato Grosso.mp3 |
Foto da manchete: Assessoria Dialog
Por Jurandir Antonio – Voz: Eneas Jacobina
Texto do áudio
O setor de florestas plantadas em Mato Grosso fechou o período de janeiro a novembro de 2025 com mil e 18 empregos formais gerados.
O número é 5% superior ao registrado em 2024 nos mesmos meses, mostrando aquecimento na atividade de reflorestamento no estado.
Os dados são do Caged, Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, órgão do Ministério do Trabalho e Emprego, e mostram que mil 690 profissionais atuam no segmento de florestas plantadas em Mato Grosso.
De acordo com o presidente da Arefloresta, Associação dos Reflorestadores de Mato Grosso, Fausto Takizawa, o aumento de empregos formais no setor em Mato Grosso é um sinal de que a atividade está aquecida, apesar de todos os desafios.
O cultivo de teca é a atividade que mais emprega no setor de florestas plantadas em Mato Grosso.
São 605 postos, o que corresponde a 36% do estoque mensal de empregos registrado em dezembro de 2025.
Em seguida, estão o cultivo de eucalipto, com 488 empregos, ou seja, 29% do total, e o cultivo de mudas em viveiros florestais, que emprega 330 pessoas, representando 20% do total.
Dois setores se destacaram na geração de empregos no período.
Tanto o cultivo de mudas em viveiros florestais quanto a extração de madeira em florestas plantadas registraram um saldo positivo de 22 postos.
Na opinião de Takizawa, as mudas sinalizam que o investimento no futuro do reflorestamento continua sendo feito, e a extração de madeira nos mostra que muitos produtores já estão colhendo suas safras.
Usado principalmente como biomassa por biorrefinarias de etanol de milho, o eucalipto leva em média sete anos para ser colhido.
É a espécie com a maior área plantada no estado, com 174 mil hectares, de onde saíram os quatro milhões e 400 mil metros cúbicos de lenha cultivados em 2024, segundo dados da Sedec, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, e do IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Já a teca, madeira mais nobre e de maior valor agregado, tem um ciclo produtivo bem mais longo, de 20 anos, e é destinada quase que totalmente à exportação. A espécie ocupa uma área plantada de 68 mil hectares em Mato Grosso, tendo registrado em 2024 uma produção de 198 mil metros cúbicos de toras destinadas ao processamento.
Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Yaponira Cavalcanti