| 01 Relator, Fávaro comemora aprovação do Desenrola Adimplentes em comissão. Medida beneficia trabalhadores informais.mp3 |
Foto da manchete: Andressa Anholete/Agência Senado
Por Assessoria – Da Redação – Voz: Enéas Jacobina
Texto do áudio
Relatório do senador mato-grossense Carlos Fávaro, do PSD, aprovado, nesta quarta-feira, na Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização do Congresso Nacional, abre crédito especial de mais de 13 bilhões de reais para viabilizar o Programa Desenrola Adimplentes, o Fies Empreendedor, apoio aos produtores de cana-de-açúcar do Nordeste e investimentos em ciência e tecnologia para a agropecuária brasileira.
Na avaliação de Fávaro, a iniciativa destina dinheiro para ações que mudam a vida das pessoas.
Ele destacou que é recurso para o trabalhador informal que paga suas contas em dia e merece juros justos, para o jovem que se formou pelo Fies e quer empreender, para o produtor do Nordeste castigado pelo tarifaço americano e para a modernização tecnológica de toda a agropecuária brasileira”, afirmou Fávaro.
O Desenrola Adimplentes destina quatro bilhões de reais para que trabalhadores informais que mantêm suas dívidas em dia possam renegociar débitos de até R$ 15 mil por instituição financeira, com juros reduzidos a no máximo 1,99% ao mês, ao contrário dos 6% a 12% cobrados atualmente no mercado.
Para participar, o trabalhador precisa ter pago ao menos quatro parcelas sem atraso superior a 90 dias.
O empréstimo original é quitado e uma nova operação com condições mais favoráveis é oferecida pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil.
A expectativa do governo é alcançar até 500 mil trabalhadores informais.
O senador fez questão de destacar a vedação às apostas online, conhecidas como bets.
Isso porque quem aderir ao programa terá o CPF automaticamente bloqueado em plataformas de bets por seis meses.
A mesma regra vale para os beneficiários do Fies Empreendedor. Segundo o Ministério da Fazenda, o objetivo é impedir que recursos obtidos com condições favoráveis de financiamento sejam desviados para sites de apostas.
A medida reconhece formalmente o que Fávaro vem denunciando em seus seminários pelo interior de Mato Grosso.
Para ele, as bets são um vetor de endividamento e destruição familiar.
Dados da Confederação Nacional do Comércio apontam que as apostas online retiraram cerca de 143 bilhões de reais do varejo brasileiro entre 2023 e 2026, e que 80,9% das famílias estão endividadas, o maior índice da história do país.
Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Enéas Jacobina