| 11 Fachin diz que justiça estará atenta ao crime organizado nas eleições.mp3 |
Pedro Lacerda – Repórter da Rádio Nacional
Edição: Rafael Gasparotto / Rafael Guimarães
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou, nesta quarta-feira (8), que a justiça estará atenta para que o crime organizado não se infiltre nas eleições de 2026. A declaração foi feita após o magistrado ser questionado, durante a instalação de três novas varas especializadas em lavagem de dinheiro em São Paulo, sobre uma possível intervenção americana no Brasil, após os Estados Unidos classificarem o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital, o PCC, como grupos terroristas.
Fachin defendeu a soberania brasileira e destacou que o combate ao crime organizado no Brasil seguirá de forma independente das ações adotadas pelo governo norte-americano.
"O Brasil é um Estado soberano, e a soberania se exerce com firmeza e serenidade. E nós temos certeza de que isso há de prevalecer."
O ministro lembrou que o país tem mecanismos próprios de combate ao crime e citou a Lei Antifacção, recentemente sancionada, que já prevê punições mais severas que a legislação antiterrorismo. Fachin também descartou qualquer relação entre a decisão norte-americana e a criação das novas varas. O ministro afirmou que a medida exige planejamento e que já estava em estudo há algum tempo.
"Não se instalam três varas de combate ao crime organizado num período de tempo curto, isso requer um planejamento."
Violência política
Segundo o presidente do STF, o combate à violência política é uma das principais preocupações da Justiça Eleitoral para este ano. Fachin disse que todo o sistema de justiça estará mobilizado para evitar a cooptação de candidatos e a extorsão do consentimento do eleitor. Ele também citou as bets como uma preocupação crescente, destacando que as apostas ilegais são utilizadas para lavagem de dinheiro.