Sociedade civil pede que Lula sancione PL que põe fim à alimentação forçada de animais

Áudio
Download do arquivo abaixo: (ou botão direito em salvar link como)

Você sabe o que é foie gras?

Considerado uma iguaria da culinária francesa, o produto é feito a partir do fígado doente de patos e marrecos submetidos à alimentação forçada. Mas essa prática pode estar com os dias contados no Brasil.

O Projeto de Lei 90 de 2020 que proíbe a produção e a comercialização do foie gras, termo em francês para “fígado gordo", já foi aprovado no Senado e na Câmara dos Deputados e agora aguarda a sanção presidencial.

Para produzir o foie gras, os animais são alimentados à força por um tubo metálico que vai da boca até o esôfago, injetando uma quantidade muito grande de alimento – cinco vezes mais do que o normal, o que leva o fígado do animal a aumentar em até 10 vezes.

Esse fígado doente é o que chamam de foie gras. No Brasil, é considerado um produto de luxo, chegando a custar até 5 mil reais o kilo e não tem expressão nutricional, econômica ou cultural significativas.

A sociedade civil vem se mobilizando há anos pelo fim dessa prática, que causa extremo sofrimento animal, e agora pede que o presidente Lula sancione o projeto de lei. As organizações da causa animal destacam que a proposta está alinhada a avanços internacionais em bem-estar animal: países como Índia, Reino Unido, Argentina, Alemanha e Itália já proibiram sua produção e o Brasil pode ser o próximo.

George Sturaro, Diretor de Relações Governamentais e Políticas Públicas da Mercy For Animals, comenta o assunto:

“Com a sanção deste projeto de lei, o Brasil vai dar um passo histórico. Nós estamos a uma decisão de assumir uma posição de vanguarda no tratamento ético dos animais. Agora, isso só depende da assinatura do Presidente. A sociedade brasileira não tolera crueldade contra os animais".

Atualmente, apenas três produtores atuam no território nacional, sendo que dois estão embargados pelo Ibama. Atualmente, essa produção vem de produtos importados. A presidência tem até 15 dias úteis para sancionar o projeto.

Locução, Sophia Stein