| 01 Protocolo único e redes são iniciativas para prevenir feminicídios em Mato Grosso, diz desembargadora.mp3 |
Foto da manchete: Andre Luis - Secom/VG
Por Jurandir Antonio – Voz: Eneas Jacobina
Texto do áudio
A criação de um protocolo único de atendimento às vítimas e o fortalecimento das redes de proteção foram apontados como caminhos concretos para salvar vidas durante o 1º Encontro de Enfrentamento à Violência Doméstica, realizado, esta semana, em Várzea Grande.
Convidada a participar da abertura do evento, a desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Maria Erotides Kneip, destacou que a articulação entre as instituições é decisiva para impedir que a violência evolua para o feminicídio.
Coordenadora da Cemulher, Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, a magistrada elogiou a iniciativa da Polícia Militar de Mato Grosso, por meio do 2º Comando Regional, responsável pela organização do encontro e pela liderança operacional da rede de enfrentamento à violência doméstica em Várzea Grande e Nossa Senhora do Livramento.
De acordo com a desembargadora, o feminicídio é um crime previsível e que pode, sim, ser evitado. E, na opinião dela, quem pode fazer isso são as redes de enfrentamento.
Na ocasião, Maria Erotides destacou a importância de um dos principais resultados do encontro, que é a construção de um protocolo integrado de atendimento às mulheres em situação de violência, que passará a orientar a atuação conjunta das instituições.
“Um protocolo padrão, que vai ser utilizado por quem estiver na rede”, reforçou a juíza.
Maria Erotides também lembrou que o Tribunal de Justiça vem ampliando a implantação das redes de Enfrentamento à Violência Doméstica em Mato Grosso.
Segundo ela, já foram instaladas 100 redes e, na próxima semana, outras quatro serão implantadas. A desembargadora disse ainda que a meta é chegar a 130 redes em funcionamento até o final de maio deste ano.
Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Enéas Jacobina