| Mercado de trabalho população subutilizada chega a 28,3 milhões no trimestre até março, diz IBGE.mp3 |
As pessoas que estão desocupadas, que desistiram de procurar trabalho ou que trabalharam menos horas do que estariam disponíveis somaram no país 28,3 milhões no trimestre terminado em março.
A taxa de subutilização chegou a 25%, também a maior desde o início das pesquisas em 2012. Indicadores como o do número de trabalhadores empregados com carteira de trabalho assinada não apresentaram avanços.
Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua, a Pnad Contínua, foram divulgados, nesta terça-feira (30), pelo IBGE.
A taxa de desocupação no pais cresceu 1,1 ponto percentual em comparação ao trimestre terminado em dezembro, atingindo 12,7%, e teve uma ligeira queda de 0,4 ponto percentual em relação ao mesmo trimestre de 2018.
A população desocupada cresceu 10,2% frente ao trimestre terminado em dezembro.
Ao mesmo tempo, 873 mil pessoas perderam seus postos de trabalho.
O coordenador de trabalho e rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, explica que é comum haver perda de postos de trabalho na passagem de dezembro para janeiro por conta das contratações temporárias de final de ano. No entanto, a expectativa era de uma retenção maior no mercado. Ele ressalta o número recorde de subutilizados que mostra a dimensão real do desemprego no país.
A ocorrência de carteira assinada no setor privado se manteve estável e desde junho de 2014 não cresce. O número de empregados sem carteira assinada no setor privado caiu 3,2% em relação ao trimestre anterior e subiu 4,4% na comparação anual.
O número de pessoas desalentadas, que desistiram de procurar trabalho, também subiu, tanto em relação ao trimestre terminado em dezembro, quanto na comparação com o mesmo trimestre de 2018.
Os desalentados somaram 4,8 milhões de pessoas e o percentual atingiu 4,4%, mantendo o recorde da série histórica.
A pesquisa mostra que não houve aumento de ocupação em nenhum grupamento de atividade.