Lúdio Cabral diz que as denúncias são graves e avalia requerer CPI da Oi

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Foto da manchete: Marcos Lopes/ALMT

Por Jurandir Antonio – Voz: Eneas Jacobina

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Após o ex-governador Pedro Taques, do PSB, apontar irregularidades no acordo de 308 milhões de reais entre o Governo do Estado e um escritório que representava a empresa de telefonia Oi, os deputados da Assembleia Legislativa, terão que discutir que decisão vão tomar em relação à denúncia apresentada. 

Taques encaminhou denúncias sobre o caso a órgãos de fiscalização de Mato Grosso, incluindo o TCE, Tribunal de Contas do Estado, e a Assembleia Legislativa. 

Segundo a denúncia, apresentada por Taques também à Procuradoria Geral da República, o Governo de Mato Grosso pagou 308 milhões de reais, divididos em partes iguais, para dois fundos de investimentos: Lotte Word e o Royal Capital.

A transação foi feita após um acordo sigiloso firmado pela Procuradoria Geral do Estado e o advogado representante da Oi.

Pela denúncia, os fundos que receberam o dinheiro têm ligações com parentes e aliados do governador Mauro Mendes.

Por outro lado, o governador acusou Taques de mentir, usar de má-fé e garantiu que a Procuradoria Geral do Estado está “muito segura” dos procedimentos adotados no caso.

Já o deputado Lúdio Cabral, do PT, afirmou que, após Pedro Taques ter apresentado a denúncia e uma ação popular, que estaria bem embasada, os parlamentares terão que enfrentar o tema já na próxima semana. 

Lúdio disse ainda que vai apresentar requerimentos para a convocação do procurador-geral do Estado, Francisco de Assis da Silva Lopes, o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, e o secretário de Fazenda, Rogério Gallo, para prestar esclarecimentos na Assembleia Legislativa. 

O parlamentar reforçou que se houver um ambiente favorável, não descarta apresentar um requerimento de CPI. 

Lúdio Cabral explicou que para ser instalada, uma CPI para investigar o escândalo da Oi precisa de pelo menos oito assinaturas. 

O petista disse que vai avaliar o clima entre os deputados na próxima sessão. 

O Governo do Estado através da Procuradoria Geral do Estado afirma que o acordo foi legal e garantiu uma economia de mais de 300 milhões de reais ao Estado. 

Também acusa Pedro Taques de mentir e tentar usar o assunto eleitoralmente, já que ele é pré-candidato ao Senado pelo PSB. 

Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Enéas Jacobina