Chuvas isoladas das últimas semanas acenderam alerta para plantas daninhas em Mato Grosso

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Foto da manchete: Fundação MT

Por Jurandir Antonio – Voz: Yaponira Cavalcanti

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As chuvas isoladas registradas nas últimas semanas em diferentes regiões do Cerrado, especialmente em Mato Grosso, acenderam um alerta entre os produtores rurais.

Embora o período seja marcado pelo vazio sanitário da soja, a umidade favoreceu a emergência e o rebrote de plantas daninhas, tornando este um dos momentos mais estratégicos para a realização do chamado manejo outonal.

A prática consiste no controle antecipado dessas plantas ainda durante a entressafra, reduzindo a pressão de infestação para a próxima safra de soja e milho.

Além de competir por água, luz e nutrientes, as plantas daninhas dificultam as operações agrícolas, elevam os custos de produção e favorecem o surgimento de populações resistentes aos herbicidas.

Entre as espécies que mais preocupam os produtores estão a vassourinha-de-botão e o capim-pé-de-galinha, entre outras, reconhecidas pela alta capacidade de adaptação e pela dificuldade de controle quando atingem estágios mais avançados de desenvolvimento.

Segundo o gerente Técnico e de Serviços da Fiagril, Talis Melo, as recentes chuvas criaram uma oportunidade importante para o manejo das áreas.

Melo explicou que após as chuvas fora de época, muitas plantas daninhas emergem ou rebrotam, encontrando condições favoráveis para o seu desenvolvimento. Ele destacou que nesse estágio, elas apresentam maior atividade metabólica, o que favorece a absorção dos herbicidas e aumenta significativamente a eficiência do controle antes do início da próxima safra.

Ao eliminar essas plantas antes que completem seu ciclo, o produtor evita a produção de novas sementes e reduz o banco de sementes presente no solo, diminuindo a infestação nas culturas seguintes.

O resultado é uma área mais limpa para o plantio, menor necessidade de aplicações corretivas e melhores condições para que soja e milho expressem todo o seu potencial produtivo.

Para o especialista, o sucesso da safra começa muito antes da semeadura.

Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Yaponira Cavalcanti