VIOLÊNCIA. Levantamento mostra que motociclistas representam 69% das mortes no trânsito em Cuiabá

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Foto da manchete: Reprodução

Por Jurandir Antonio – Voz: Enéas Jacobina

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, divulgou o Boletim Epidemiológico 2024 do Programa Vida no Trânsito, elaborado pela Coordenadoria Técnica de Vigilância Epidemiológica e pela Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis.

O documento traça o perfil dos acidentes fatais registrados no município e reúne informações que vão subsidiar políticas públicas e estratégias de prevenção.

O levantamento mostra que, em 2024, Cuiabá registrou 104 mortes em decorrência de acidentes de trânsito.

Entre as vítimas, 85% eram homens e 69% eram motociclistas, grupo que permanece como o mais vulnerável nas vias da capital.

Os pedestres representaram 15% das mortes, enquanto os ocupantes de automóveis corresponderam a 9% dos óbitos.

A pesquisa também identificou que 83% das vítimas tinham entre 20 e 59 anos, faixa etária considerada economicamente ativa, o que amplia os impactos sociais e econômicos causados pelos acidentes.

Outro dado preocupante apontado pelo boletim é que aproximadamente 30% dos condutores envolvidos nos acidentes fatais não possuíam CNH, Carteira Nacional de Habilitação, reforçando a necessidade de ampliar as ações de fiscalização e conscientização.

A análise dos acidentes apontou o excesso de velocidade como o principal fator associado às mortes, presente em 30,8% dos casos e identificado como a causa principal em 12,5% das ocorrências investigadas.

Também foram identificados outros fatores relevantes, como consumo de álcool, problemas relacionados à infraestrutura viária, avanço do sinal vermelho e condições inadequadas de visibilidade.

Entre as condutas de risco mais frequentes estão dirigir sem habilitação, circular em locais proibidos, desrespeitar a sinalização e realizar mudanças de faixa sem a devida indicação.

O levantamento revela ainda que 61,5% dos acidentes fatais ocorreram durante o período noturno e na madrugada.

Os finais de semana também concentraram grande parte das ocorrências, especialmente aos sábados e domingos, quando há maior circulação de pessoas e aumento da combinação entre consumo de álcool e excesso de velocidade.

Outro indicador que chama a atenção é que cerca de dois terços das vítimas morreram ainda no local do acidente, demonstrando a gravidade dos sinistros registrados.

Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Enéas Jacobina