| 03 Tarifaço dos EUA deve ter pouco impacto nas exportações de Mato Grosso, prevê Fiemt.mp3 |
Foto da manchete: Divulgação
Por Jurandir Antonio – Voz: Enéas Jacobina
Texto do áudio
A aplicação de tarifas adicionais pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras deve ter impacto pequeno sobre a economia de Mato Grosso.
Levantamento realizado pela Gerência de Desenvolvimento Industrial com Internacionalização do Sistema Fiemt, Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso, mostra que 93,85% das exportações mato-grossenses destinadas ao mercado norte-americano em 2026 permanecem fora da incidência da tarifa adicional de 25%, em razão das exceções previstas pelo governo dos Estados Unidos.
Os dados indicam que, dos 209 milhões de dólares exportados pelo estado aos Estados Unidos neste ano, cerca de 196 milhões de dólares continuam isentos da nova cobrança.
Apenas quase 13 milhões de dólares, o equivalente a 6,09% da pauta exportadora, estão preliminarmente sujeitos à tarifa adicional, enquanto 0,05% ainda depende de validações técnicas relacionadas à classificação tarifária.
Os principais produtos exportados por Mato Grosso para os americanos permaneceram na lista de exceções definida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos.
Entre eles estão carne bovina, ouro e madeira serrada, além da madeira beneficiada, cuja inclusão na relação de produtos isentos reduziu significativamente a exposição da cadeia florestal mato-grossense às novas medidas.
A análise da Fiemt mostra que a maior parte da exposição às tarifas está concentrada em apenas dois produtos: sebo bovino e gelatinas e seus derivados, que juntos representam 97,3% do valor das exportações estaduais identificadas como sujeitas à nova tarifa.
Em valores, são cerca de 11 milhões de dólares em sebo bovino e e quase dois milhões em gelatinas.
Apesar da elevada dependência do mercado norte-americano para esses produtos, especialmente o sebo bovino, a existência de compradores consolidados em outros países, como Países Baixos, Bélgica, Alemanha, Argentina, Reino Unido, México e Austrália, pode contribuir para reduzir os impactos sobre o setor.
Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Enéas Jacobina