Operação da PF mira fraude milionária contra servidores e aposentados no caso dos consignados

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Por Jurandir Antonio – Voz: Enéas Jacobina

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A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, a Operação Fugazi para desarticular um grupo econômico suspeito de fraudar servidores públicos, aposentados e pensionistas por meio de operações de crédito. Policiais federais cumprem 13 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e do Rio Grande do Sul, expedidos pela Justiça Federal em Mato Grosso.

Segundo as investigações, as empresas do grupo estruturavam operações financeiras apresentadas aos clientes como cartão de crédito consignado.

Mas, na prática, os serviços funcionavam como empréstimos consignados com juros elevados e sob mecanismos que dificultavam a quitação das dívidas, provocando o aumento progressivo do saldo devedor.

Além das buscas, a Justiça determinou o sequestro de bens móveis e imóveis, além do bloqueio de contas e ativos financeiros dos investigados.

A polícia apura a ocorrência de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e lavagem de dinheiro. As medidas buscam recolher novas provas e rastrear o fluxo financeiro da organização.

A Capital Consig foi apontada pela Polícia Federal como a principal empresa de um grupo econômico investigado por suspeita de fraudar servidores públicos, aposentados e pensionistas de Mato Grosso.

Além da Capital Consig, também são investigadas as empresas Clickdigital Participações S.A., Clickbank Instituição de Pagamentos Ltda., Bemcardes Benefícios S.A., ABCCARD Cartões Ltda., Quiz Holding Ltda. e Cartos Sociedade de Crédito Direto S.A.

A operação também tem como alvos os empresários Marcolino Medeiros Junior, Roberto Arduini Gomes Teixeira, Sven Stefan Padre Kuhn, Caspar Heinrich Menke, Yim Kyu Lee e Henrique Souza e Silva Peretto.

Em nota, a Capital Consig informou que recebeu a operação "com surpresa" e classificou a diligência como "desnecessária e desproporcional".

A empresa afirmou que entrega todos os documentos solicitados pela Justiça, declarou atuar sob fiscalização do Banco Central e disse que continuará colaborando com as autoridades para o esclarecimento dos fatos.

Segundo a instituição, as atividades seguem normalmente e não houve impacto para clientes, parceiros e colaboradores.


Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Enéas Jacobina