Taques diz que denúncia dele a PGR colocou Mauro Mendes na mira da PF

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Foto da manchete: Assessoria PSBMT

Por Jurandir Antonio – Voz: Ana Rosa Lima

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O presidente regional do PSB, e candidato ao Senado, Pedro Taques, conversou com a imprensa nesta quinta-feira, para comentar a deflagração da Operação Heritage, da Polícia Federal, que teve como um dos alvos o ex-governador Mauro Mendes.

Na ocasião, Taques lembrou que a investigação teve início a partir de uma representação criminal apresentada por ele à Procuradoria-Geral da República.

Segundo Pedro Taques, o trabalho começou ainda em 2024, quando seu escritório foi procurado por servidores públicos para atuar em ações relacionadas aos empréstimos consignados.

Durante a análise da documentação, os advogados identificaram operações envolvendo o Banco Master e fundos de investimento que, segundo ele, levaram ao caso do acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a Oi.

O ex-governador explicou que sua equipe cruzou informações disponíveis na Comissão de Valores Mobiliários e identificou a participação de fundos de investimento que, segundo ele, receberam recursos provenientes do acordo firmado entre o Estado e a empresa de telefonia.

Taques reforçou que o acordo com a Oi é absolutamente ilegal.

Ele disse ainda que, após o pagamento, os recursos passaram por diversos fundos de investimento em uma estrutura que classificou como "fundos em cascata", mecanismo que, segundo o advogado, é utilizado em esquemas de lavagem de dinheiro.

O ex-senador afirmou que a investigação identificou ligações entre esses fundos e empresas associadas a familiares e aliados políticos do ex-governador Mauro Mendes e do deputado federal Fábio Garcia.

Pedro Taques disse ainda que se fosse o procurador do caso, teria pedido a prisão de Mauro Mendes. Segundo ele, os elementos apresentados na investigação seriam suficientes para justificar a medida.

O ex-governador Pedro Taques aproveitou para criticar a atuação dos deputados estaduais diante das suspeitas envolvendo o acordo de 308 milhões de reais firmado entre o Governo de Mato Grosso e a Oi.

Na opinião dele, os parlamentares estão mais preocupados com festas financiadas por emendas do que com a fiscalização do dinheiro público.

Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Ana Rosa Lima