Sintep chama governador de mal-informado e diz que lei federal não impede aumento para servidores

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Foto da manchete: Sintep MT

Por Jurandir Antonio – Voz: Eneas Jacobina

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O Sintep, Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso, aponta desinformação do governador Mauro Mendes ao afirmar que uma Lei Federal da época da pandemia impediria a possibilidade de pagamento dos retroativos da RGA, Revisão Geral Anual, dos servidores públicos.

De acordo com o Sintep, uma nova Lei Complementar Federal, de 12 de janeiro deste ano, estabeleceu novos encaminhamentos e passou a autorizar o pagamento de valores retroativos ao quadro de pessoal dos estados que decretaram calamidade pública por causa da pandemia da Covid-19.

Segundo o presidente do Sintep, Henrique Lopes, os pagamentos retroativos de anuênio, triênio, quinquênio, sexta-parte, licença-prêmio e demais mecanismos equivalentes estão condicionados apenas à capacidade financeira e orçamentária do estado.

Lopes explicou que um estudo do Dieese apontou que a folha de pagamento de Mato Grosso consome apenas 36% do limite de gasto com pessoal, quando poderia chegar a 49%.

Portanto, na avaliação dele, há espaço fiscal mais que suficiente para honrar os 19,52% antigos e mais os 4,26% previstos para 2026.

Para o assessor jurídico do Sintep, advogado Bruno Boaventura, Mauro Mendes está "mal assessorado, mal-informado ou mal-intencionado.

Na avaliação do advogado, a suspensão dos direitos relativos à Pandemia, inclusive a RGA, não é eterna, mas sim, enquanto perdurou a calamidade.

Bruno Boaventura disse ainda que não há justificativa jurídica para o não pagamento, e reafirma o parecer do presidente da entidade, Henrique Lopes: o que está faltando é vontade política.   

Por outro lado, o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Dilmar Dal Bosco, do União Brasil, admitiu que o projeto da RGA ainda não foi enviado pelo Governo do Estado ao Parlamento porque não está pronto.                                               

Com a votação travada, Dal Bosco acredita que o aumento pode ser concedido aos servidores públicos estaduais somente em fevereiro.

Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Enéas Jacobina