| 04 Prazo para indicação de membros para CPI da Saúde termina na próxima quarta-feira.mp3 |
Foto da manchete: Gilberto Leite/Secom ALMT
Por Jurandir Antonio – Voz: Eneas Jacobina
Texto do áudio:
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, deu o prazo de cinco dias, improrrogáveis, para que os blocos parlamentares apresentem os integrantes para compor a CPI, Comissão Parlamentar de Inquérito, que vai apurar supostas irregularidades na Secretaria Estadual de Saúde.
O prazo termina na próxima quarta-feira, quatro de março.
A CPI da Saúde vai investigar possíveis irregularidades ocorridas entre 2019 e 2023, que culminaram na deflagração da Operação Espelho, conduzida pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção.
Segundo a investigação, empresas formaram um cartel para fraudar licitações, simular concorrência e cobrar valores acima do mercado, principalmente em contratos de UTIs, Unidades de Terapias Intensivas, durante a pandemia da Covid-19 em Mato Grosso.
O deputado Wilson Santos, do PSD, autor do requerimento, o ato de criação da CPI da Saúde foi publicado no dia seis de fevereiro.
Porém, dos cinco líderes, apenas dois indicaram membros, os outros três não.
Em tese, o prazo para indicação já terminou, mas Max Russi decidiu conceder o novo prazo, que agora é improrrogável.
A CPI terá prazo de 180 dias para concluir os trabalhos, podendo ser prorrogado de acordo com a lei.
A confirmação da instalação da CPI da Saúde na Assembleia Legislativa continua gerando polêmica no parlamento e no Governo do Estado.
Pelo lado do governo, o chefe da Casa Civil, Fábio Garcia fez duras críticas à forma como o requerimento foi reapresentado.
Segundo ele, o instrumento da CPI é legítimo, é um instrumento que o Poder Legislativo tem para investigar. O problema, nesse caso específico, é a forma como isso foi feito.
De acordo com Garcia, a coleta de assinaturas começou há três anos, o documento ficou guardado e foi reapresentado sem que houvesse a convalidação da vontade atual dos deputados.
O secretário criticou ainda a atuação da Procuradoria da Assembleia Legislativa por não considerar o posicionamento atual dos deputados que questionaram o uso de suas assinaturas.
“Me espantou que a Procuradoria tenha ignorado a vontade política atual dos parlamentares”, lamentou Fábio Garcia.
Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Enéas Jacobina