Juiz critica descaso do Governo do Estado com a superlotação e saúde dos presos

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Foto da manchete: Defensoria Pública

Por Jurandir Antonio – Voz: Enéas Jacobina

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A Justiça de Mato Grosso determinou que o Governo do Estado adote uma série de medidas urgentes para corrigir falhas no atendimento de saúde dentro dos presídios.

Na decisão, o magistrado Orlando Perri reconhece que a assistência à saúde nas unidades prisionais é precária e marcada por problemas estruturais.

O documento aponta falta de médicos, psicólogos e dentistas, além de escassez de medicamentos e dificuldades no atendimento de saúde mental.

O texto também destaca que muitos presos sofrem com problemas de saúde, principalmente mentais.

Entre os casos mais comuns estão depressão, ansiedade, esquizofrenia, transtorno bipolar, estresse pós-traumático, dependência química e outros transtornos psicológicos, além de condições como epilepsia e quadros psicóticos.

A decisão ainda chama atenção para a presença de doenças infecciosas, como HIV e tuberculose, e para o aumento de casos de automutilação e suicídio dentro das unidades prisionais.

Segundo o documento, a situação é agravada justamente pela falta de assistência.

O juiz afirma que a omissão do Estado configura violação de direitos fundamentais e pode caracterizar tratamento desumano e degradante.

A decisão também destaca que o problema não é recente.

O magistrado ressaltou que o Estado tem capacidade financeira para cumprir as obrigações e que a falta de melhorias não pode ser justificada por ausência de recursos.

Segundo ele, trata-se de uma escolha administrativa que não pode se sobrepor ao direito à dignidade humana.

Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Enéas Jacobina