Pessoas mais pobres pagam caro pelo desperdício de água no Brasil.

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Jurandir Antonio

O desperdício de água aumentou pelo terceiro ano seguido no Brasil, segundo estudo do Instituto Trata Brasil.

 

Os dados mostram que, em 2015, 36,7% da água potável produzida no país foi perdida durante a distribuição. Já em 2018, o índice atingiu 38,5%.

 

Isso significa que, a cada 100 litros de água captada da natureza e tratada para se tornar potável, quase 40 litros se perdem por conta de vazamento nas redes, fraudes, “gatos”, erros de leitura dos hidrômetros e outros problemas.

 

Em 2018, a perda chegou a seis milhões e meio de metros cúbicos de água, o equivalente a mais de sete mil piscinas olímpicas desperdiçadas por dia.

 

Além disso, como essa água não foi faturada pelas empresas responsáveis pela distribuição, os prejuízos econômicos chegaram a 12 bilhões reais, o mesmo valor dos recursos que foram investidos em água e esgoto no Brasil durante todo o ano.

 

Segundo o representante do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos, os indicadores de perda de água sempre receberam pouca atenção no Brasil.

 

Ele diz que o tema só ganhou força durante a crise hídrica de 2014 no sudeste, mas que diminuir esses desperdícios não costuma ser a prioridade de governadores, prefeitos e empresas.

 

"Além dos problemas ambiental e econômico, ainda tem o problema social. Quando tem muita perda de água no sistema, a pressão das redes não é suficiente para atender os moradores que estão em áreas mais distantes das cidades. E essas pessoas geralmente são mais pobres", afirma Édison Carlos.

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