Pesquisadores da Unemat defendem ampliação de estação ecológica e criticam projeto que tenta barrar medida

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Por Jurandir Antonio – Voz: Enéas Jacobina

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Em meio à tramitação do Projeto de Decreto Legislativo que pretende suspender os efeitos da ampliação da Estação Ecológica Taiamã, em Cáceres, decretada pela Presidência da República em março deste ano, uma nota técnica reforça evidências científicas, dados oficiais e análises técnicas sobre a viabilidade da proposta.

O documento é assinado por um grupo de professores e pesquisadores da Unemat, Universidade do Estado de Mato Grosso.

A publicação “Ampliação da Estação Ecológica de Taiamã e Hidrovia Paraguai-Paraná: subsídios técnicos, econômicos e socioambientais para o debate público em Cáceres, está organizada em 14 pontos.

Entre os temas analisados estão a base legal da ampliação da unidade de conservação; as justificativas científicas para a inclusão de novas áreas; a importância da diversidade de macrohabitats para proteção dos berçários de peixes essenciais para a pesca de Cáceres, dados do MapBiomas que evidenciam o processo de redução das áreas alagadas do Pantanal; além de um comparativo entre os benefícios da conservação ambiental e da pecuária extensiva.

Dos biomas brasileiros, o Pantanal é o que possui a menor área protegida, com cerca de 5%.

Nos últimos anos, o território vem sofrendo com secas cada vez mais graves, incêndios, além do avanço do agronegócio e outras atividades econômicas exploratórias.

Por esta razão, o anúncio da ampliação de 104 mil hectares este ano foi motivo de esperança para quem vive, estuda, respira e defende o Pantanal.

A ampliação é fruto de anos de estudo e foi apresentada pelo ICMBio, entidade referência em Unidades de Conservação do país.

Ao reunir informações científicas, jurídicas, econômicas e socioambientais em um único documento, a nota técnica da equipe da UNEMAT é um reforço nas mobilizações locais e nacionais contrárias ao projeto de   autoria da deputada federal Coronel Fernanda, do PL de Mato Grosso, que teve o regime de urgência aprovado no plenário da Câmara e corre o risco de ser votado antes do recesso parlamentar.

A pressão da sociedade civil é para que o presidente da Casa, Hugo Motta, interrompa a tramitação da matéria.

Além de tentar derrubar a ampliação da Estação Taiamã, a deputada Coronel Fernanda, que não tem histórico de propostas em defesa do meio ambiente, também quer vetar o aumento de áreas protegidas no Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense, com outro projeto.

Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Enéas Jacobina