Defensoria de Mato Grosso defende desburocratização ambiental para pequenos produtores na Assembleia Legislativa

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Foto da manchete: Portal DPEMT

Por Jurandir Antonio – Voz: Yaponira Cavalcanti

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A Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso cobrou medidas urgentes para desburocratizar o acesso de agricultores familiares ao CAR, Cadastro Ambiental Rural, e destravar terras sob restrição técnica.

A manifestação aconteceu durante a primeira reunião da Câmara Setorial Temática do Desembargo Ambiental, promovida na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Representando a instituição, a defensora pública Silvia Maria Ferreira defendeu a ampliação das equipes de análise do Estado para vencer o grande número de processos represados.

A coordenação do Núcleo de Regularização Fundiária também sugeriu a criação de programas permanentes de capacitação digital para que os trabalhadores do campo consigam operar o sistema do CAR sem intermediários.

O debate parlamentar concentrou-se nos reflexos das leis dos marcos regulatórios criados para conciliar sustentabilidade, produção e segurança jurídica no campo.

As legislações estabelecem normas simplificadas e proporcionais para infrações cometidas em pequenas propriedades de até quatro módulos fiscais que atuam com atividades agrossilvipastoris.

A nova legislação também formalizou o Licenciamento Ambiental Simplificado no estado.

A medida acelera a emissão de autorizações operacionais para produtores que mantêm as obrigações ecológicas em dia, reduzindo a burocracia sem abrir mão do rigor técnico cobrado pelos órgãos de fiscalização de Mato Grosso.

A Defensoria Pública alertou que a manutenção de entraves administrativos impede o desenvolvimento econômico de centenas de famílias no interior.

Sem a liberação das áreas embargadas e a regularização do CAR, os pequenos produtores ficam impedidos de obter financiamentos e custeios agrícolas em instituições bancárias.

Outro ponto prioritário apresentado pela Defensoria foi a necessidade de reajustar o valor das sanções aplicadas aos trabalhadores de baixa renda.

A instituição ressaltou que as multas astronômicas praticadas inviabilizam a quitação do débito e mantêm o produtor na informalidade, defendendo que o valor das penalidades seja calculado com base na real capacidade financeira do agricultor familiar.

Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Yaponira Cavalcanti