Pesquisadores da UFG desenvolveram uma técnica inédita para transformar o pequi em pó

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Foto da manchete: Divulgação/UFG

Por Jurandir Antonio – Voz: Enéas Jacobina

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Pesquisadores da UFG, Universidade Federal de Goiás, em Goiânia, desenvolveram uma técnica inédita para transformar a polpa de pequi em pó. 

Segundo um dos pesquisadores e professor titular da Escola de Agronomia da Universidade, Flávio Alves, a variação mantém a cor amarela característica do pequi, além do sabor. 

O pó pode ser usado na gastronomia e também na indústria farmacêutica. 

Flávio Alves afirmou que o sabor do pequi fica um pouco mais suave, algo que pode agradar mais aos paladares. 

Além de facilitar o armazenamento e transporte dos alimentos, Flávio destacou ainda as aplicações da novidade para fins cosméticos na forma de hidratantes, protetores solares e cremes anti-idade. 

O pequi em pó também pode ser usado em suplementos alimentares, como em cápsulas com propriedades antioxidantes e outros benéficos à saúde. 

Segundo Flávio, a substância também pode ser usada para fins farmacêuticos, auxiliando no tratamento de inflamações e distúrbios metabólicos..

De acordo com a Universidade, o pó é feito por meio de um processo de secagem denominado "secagem por spray".

 Trata-se do mesmo procedimento utilizado para fazer o leite em pó. 

Ainda segundo os pesquisadores, outras frutas também estão sendo transformadas em pó, como o jambo. 

Os pesquisadores lembraram que a criação do produto promove a valorização da biodiversidade nativa, além de incentivo ao uso responsável dos recursos naturais e redução do desperdício, já que a vida útil dos alimentos também é aumentada.