| Pesquisa desenvolvida em Mato Grosso busca identificar vírus, fungos e bactérias que circulam em morcegos da região de transição Cerrado Amazônia, área marcada por alta biodiversidade e intensa interação entre fa.wav |
Foto da manchete: Vitória Matheus
Por Jurandir Antonio – Voz: Ana Rosa Lima
Texto do áudio:
Pesquisa desenvolvida em Mato Grosso busca identificar vírus, fungos e bactérias que circulam em morcegos da região de transição Cerrado Amazônia, área marcada por alta biodiversidade e intensa interação entre fauna silvestre, zonas urbanas e atividades produtivas, alguns desses patógenos podem representar potenciais riscos à saúde humana.
Ao mapear esses microrganismos, a pesquisa pretende subsidiar políticas públicas de vigilância epidemiológica e fortalecer estratégias de prevenção e resposta rápida a emergências sanitárias.
O trabalho é conduzido pela mestranda Francisca Ferreira Braga e diversos discentes de graduação da Biologia e Medicina Veterinária, com orientação do professor doutor Rafael Arruda, da UFMT, Universidade Federal de Mato campus Sinop.
Segundo a pesquisadora, compreender a circulação de patógenos em morcegos é etapa essencial para antecipar riscos e evitar que potenciais surtos se transformem em crises de saúde pública.
Além do impacto sanitário, o projeto cumpre um papel educativo e ambiental.
Ao mesmo tempo em que investiga riscos, também desmistifica a imagem dos morcegos.
Apesar de serem reservatórios de diversos patógenos, os morcegos desempenham funções ecológicas indispensáveis: podem ser bioindicadores de contaminação ambiental, controlam pragas agrícolas, polinizam espécies nativas e cultivadas e dispersam sementes, contribuindo para a manutenção dos ecossistemas e da própria economia regional.
Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Ana Rosa Lima