Pesquisa aponta que o desemprego afeta o estado físico e emocional das pessoas

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Foto da manchete: Agência Brasil

Por Jurandir Antonio – Voz: Vinícius Antônio

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Um levantamento realizado em todas as capitais brasileiras pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e pelo SPC Brasil, o Serviço de Proteção ao Crédito, em convênio com o Sebrae, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, mostra que além de trazer complicações à vida financeira, o desemprego afeta também o estado físico e emocional das pessoas.

De acordo com o estudo, a falta de trabalho gerou forte impacto nas emoções dos desempregados brasileiros em comparação com a pesquisa realizada em 2020.

As emoções que mais tiveram aumento foram “medo de não conseguir pagar as contas”, com 83%, ou seja, 22 pontos percentuais a mais que em 2020; “ansiedade”, com 82%, aumento de 23 pontos percentuais, se comparado a 2020; e “angústia”, com 81%, com crescimento de 27 pontos percentuais.

Questionados sobre o significado do “desemprego”, destacam-se as seguintes associações: fome, com 11%, dificuldade, 10%, necessidade, desespero, falta de oportunidade, todas essas respostas com 5%, e tristeza, com 4%.

Além dos aspectos emocionais, foram avaliadas alterações comportamentais e sua incidência no grupo de desempregados.

Foram observadas alterações no sono, tendo insônia ou vontade de dormir fora do normal”. Ter menos vontade de sair e alteração no apetite.

De acordo com a pesquisa, após ficarem desempregados, 87% afirmam que o padrão de vida diminuiu.

As maiores restrições de consumo apareceram para compra de roupas e calçados, com 87%; alimentos supérfluos, como iogurtes, congelados, carnes nobres, bebidas, doces entre outros., representam 80% de redução; saída para bares e restaurantes, 74% de redução; alimentação fora de casa ou por “delivery”, 73% de redução; e produtos de beleza – maquiagem, perfumes e cremes, com 68% de redução.

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