Empréstimo consignado é usado por maioria de beneficiários do INSS para pagar dívidas, revela pesquisa

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LOC.: Uma pesquisa da Associação Brasileira de Bancos, realizada em parceria com a Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, mostra que o empréstimo consignado tem sido uma alternativa importante para aposentados e pensionistas do INSS lidarem com dificuldades financeiras.

O levantamento indica que CINQUENTA E SEIS POR CENTO dos beneficiários recorreram a esse tipo de crédito por necessidade financeira urgente. O dinheiro é usado principalmente para quitar dívidas atrasadas, pagar despesas do dia a dia e cobrir gastos médicos.

Os dados também revelam um cenário de pressão no orçamento doméstico. CINQUENTA E TRÊS POR CENTO dos entrevistados afirmam ter dívidas em atraso, e apenas QUATORZE POR CENTO avaliam sua situação financeira como boa ou ótima. As principais preocupações são o pagamento das contas da casa e de outras dívidas ou empréstimos.

A pesquisa aponta ainda que SETENTA POR CENTO dos entrevistados dizem que a ausência do empréstimo consignado poderia prejudicar a organização financeira da família. Entre aqueles que ainda podem contratar crédito, SETENTA E TRÊS POR CENTO afirmam que provavelmente utilizariam novamente a modalidade.

O estudo também traçou o perfil de quem contrata esse tipo de empréstimo. A maioria, OITENTA E OITO POR CENTO, é responsável pelo sustento da casa, e CINQUENTA E NOVE POR CENTO são os únicos provedores da família.

Em relação à contratação, OITENTA E QUATRO POR CENTO dos entrevistados consideram o processo fácil ou muito fácil. O atendimento presencial em agências bancárias é o canal individual mais utilizado, enquanto aplicativos, sites e outros canais digitais, somados, representam mais da metade das operações.

A pesquisa foi realizada por telefone entre os dias 10 e 22 de fevereiro de 2026, com MIL E DUZENTOS aposentados e pensionistas que contrataram empréstimo consignado do INSS em todas as regiões do país. A margem de erro é de DOIS VÍRGULA OITO PONTOS PERCENTUAIS e o nível de confiança é de NOVENTA E CINCO POR CENTO.

Reportagem, Marquezan Araújo