| 11 Ministério da Saúde confirma primeiro caso de sarampo no país em 2026.mp3 |
Sarah Quines – Repórter da Rádio Nacional*
Edição: Fabiana Sampaio / Rafael Guimarães
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo
O Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso de sarampo no país neste ano. A paciente é uma bebê de 6 meses, de São Paulo, que viajou à Bolívia.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, a criança ainda não foi vacinada e esteve no país vizinho em janeiro deste ano. A notificação foi realizada em fevereiro e confirmada por exames laboratoriais.
No ano passado, o estado registrou dois casos importados de sarampo, isto é, de pessoas que viajaram para fora do país. No Brasil, foram 38 casos confirmados de sarampo em 2025 – a maioria deles, 25, no Tocantins.
Vacinação
A vacinação é a melhor forma de se proteger da doença. O imunizante faz parte do Calendário Nacional de Vacinação. A primeira dose deve ser realizada aos 12 meses de idade e a segunda, aos 15 meses. Quem não possui comprovante de vacinação na infância e tem entre 5 e 29 anos, deve realizar a imunização com duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias. Já quem tem entre 30 e 59 anos, deve tomar apenas uma dose.
Doença infecciosa
O sarampo é uma doença infecciosa, altamente contagiosa e já foi uma das maiores causas de mortalidade infantil no mundo. De acordo com o Ministério da Saúde, a doença ainda é um desafio para a saúde pública, principalmente nas regiões com baixas taxas de imunização.
Por conta de sintomas como tosse seca, irritação nos olhos, coriza e mal-estar intenso, que podem ser confundidos com outros tipos de vírus, o Ministério da Saúde alerta para que o paciente fique atento e busque tratamento adequado.
O sarampo causa erupções avermelhadas na pele e coceira e pode ser transmitido para nove em cada dez pessoas não imunizadas em contato com o paciente doente, por meio de tosse, espirro, fala ou respiração.
A Organização Mundial da Saúde alertou 13 países das Américas para o aumento de 32 vezes no número de contágios em 2025 em relação a 2024.
*Com informações da Agência Brasil