Para o Samu falta dinheiro, mas para roda-gigante de 70 milhões tem, critica Taques

Áudio
Download do arquivo abaixo: (ou botão direito em salvar link como)

Foto da manchete: Assessoria

Por Jurandir Antonio – Voz: Ana Rosa Lima

Texto do áudio:


O ex-governador, ex-senador e advogado Pedro Taques, presidente estadual do PSB, recebeu na última semana profissionais do Samu e criticou o que chamou de desmonte do serviço em Mato Grosso, após denúncias de redução de ambulâncias, afastamento de 56 trabalhadores e prejuízos ao atendimento de mais de um milhão e 300 mil pessoas na Baixada Cuiabana.

Participaram da reunião as enfermeiras Lígia Cristiane Arfeli, servidora desde 2008, e Marilene Hiller, profissional do serviço desde 2005.

Segundo as profissionais, o serviço perdeu capacidade operacional nos últimos meses.

De uma frota que já contou com 12 ambulâncias em atividade na Baixada Cuiabana, apenas quatro seguem em operação atualmente, cenário que compromete a cobertura do serviço.

As enfermeiras explicaram ainda que a Central de Regulação de Cuiabá atende diretamente Cuiabá, Várzea Grande, Poconé e Chapada dos Guimarães, além de manter integração operacional com outros municípios da região, alcançando cobertura superior a um milhão e 300 mil pessoas.

Na ocasião, o ex-senador Pedro Taques afirmou que é inadmissível desmontar um serviço que salva vidas todos os dias.

Já a enfermeira Lígia Cristiane Arfeli afirmou que ao longo dos anos o Samu já ajudou a salvar mais de 500 mil vidas.

Ela explicou que a medida não vai trazer nenhuma economia para Mato Grosso, argumento usado para justificar mudanças no serviço. Na avaliação dela, ao contrário, vai perder dinheiro.

Taques reforçou que “ninguém é contra os Bombeiros”, mas que é inadmissível Mato Grosso abrir mão de um serviço reconhecido e da experiência técnica construída pelo Samu ao longo de anos de atuação.

Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Ana Rosa Lima