Padilha apoia mudanças nos critérios de avaliação de novos médicos

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Tatiana Alves – Repórter da Rádio Nacional

Edição: Fábio Cardoso / Rafael Guimarães

Tânia Rêgo/Agência Brasil

O ministro da saúde, Alexandre Padilha, declarou, nesta quinta-feira (22), que apoia as mudanças nos critérios de avaliação de novos médicos e a reavaliação de faculdades de medicina, com critérios mais rígidos para sua criação. A declaração foi dada durante visita ao Into, o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, para inauguração de novos serviços de saúde no Rio de Janeiro.

“Vai dar um choque de realidade e, sobretudo, mais do que o choque de realidade, com terapias associadas para cuidar. Então, o Ministério da Educação está botando a ordem na casa em relação à formação médica no nosso país. O Ministério da Saúde apoia essas iniciativas, sobretudo porque ela não é uma prova isolada”, afirmou.

A fala do ministro ocorre após mais de 100 cursos de medicina do país terem recebido baixa avaliação no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). Os cursos tiveram notas 1 e 2, consideradas insatisfatórias pelo Inep, e serão punidos com restrição no Fies, o Fundo de Financiamento Estudantil, e suspensão de vagas.

Punições mais severas

Alexandre Padilha defendeu a aplicação de punições mais severas para as instituições que não atenderem a critérios mínimos de qualidade no ensino:

“O mais importante é que o Enamed vem junto com medidas para melhorar essas instituições, e, se elas não melhorarem, elas não vão poder fazer mais vestibular, não vão poder ampliar vagas e, talvez, não possam nem mais funcionar. Se ela não tiver medidas e iniciativas de melhoras e que sejam avaliadas nos seus próprios resultados futuros, podem, inclusive, não ter mais o credenciamento para isso.”

As avaliações do Enamed, instituído em abril de 2025 como uma nova modalidade do Enade específica para medicina, voltarão a ser em maior número. Duas durante o curso e mais uma ao final da formação. Os prazos de implantação ainda serão discutidos. Para o ministro, a medida é estratégica para a melhoria da formação dos alunos em cursos de medicina no Brasil:

“O governo anterior interrompeu algo que a gente tinha aprovado no programa Mais Médicos, quando a gente criou o programa Mais Médicos, o Teste de Progresso. Todo aluno de medicina passar por uma prova no segundo, no quarto e no sexto ano. E esse exame não é um exame isolado, vem com a instituição do Exame Nacional de Residência, o Enare, que é muito importante, porque vai fazer uma prova única nacional para várias instituições de residência.”

Além das entregas no Into, com a contratação de 200 profissionais, o ministro também participou de inaugurações no Instituto Nacional de Câncer (Inca) e no Instituto Nacional de Cardiologia (INC).