| 04 Mato Grosso registra o maior abate bovino da história para um primeiro semestre.mp3 |
Foto da manchete: Sistema Famato
Por Jurandir Antonio – Voz: Enéas Jacobina
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Dados do Imea, Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, mostram que, entre janeiro e junho deste ano, o estado abateu três milhões e meio de cabeças.
O recorde foi impulsionado principalmente pela forte demanda internacional por carne bovina, com destaque para a China.
Segundo o instituto, o recorde do primeiro semestre de 2026 representa uma alta de 3,58% em relação aos abates do mesmo período de 2025.
O resultado reflete o aquecimento das exportações e o aumento da procura por animais terminados ao longo dos primeiros seis meses do ano.
A analista de bovinocultura de corte do Imea, Ana Eufrázio, destaca que o recorde foi sustentado pelo crescimento do abate de machos.
Ela explicou que neste primeiro semestre de 2026, Mato Grosso atingiu um volume de abates nunca visto antes para um primeiro semestre em toda a série histórica.
De acordo com a analista, foram três milhões 650 mil cabeças abatidas, com destaque para o aumento no abate de machos e uma queda no abate de fêmeas.
Ana Eufrázio explica que essa redução no envio de fêmeas aos frigoríficos evidencia a transição do ciclo pecuário em Mato Grosso.
De acordo com Ana Eufrázio, essa queda acontece porque muitos produtores estão retendo matrizes para recompor o plantel, o que reforça essa mudança no ciclo da pecuária.
O desempenho da pecuária mato-grossense também foi acompanhado pelo resultado histórico nas exportações de carne bovina.
Segundo o Imea, a forte demanda internacional, especialmente da China, foi determinante para esse desempenho nas exportações do estado.
O Instituto explicou que o recorde de abates foi impulsionado pelo aumento da demanda dos frigoríficos, especialmente da China, que representa mais de 50% das exportações de carne bovina de Mato Grosso.
Outro fator que contribuiu para o aumento dos embarques foi a antecipação das exportações para o mercado chinês.
Na avaliação do Imea, a imposição da cota de salvaguarda fez com que frigoríficos acelerassem os embarques antes do esgotamento do limite tarifário.
Ana Eufrázio lembrou que dentro da cota, as exportações acontecem normalmente. Fora dela, passa a incidir uma sobretaxa de 55%. Isso provocou uma corrida entre os frigoríficos no primeiro semestre para vender o maior volume possível antes do esgotamento da cota.
Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Enéas Jacobina