Investigação federal reforça denúncias já apresentadas sobre ligação entre Capital Consig, Cartos e Banco Master

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Foto da manchete: Reprodução

Por Jurandir Antonio – Voz: Enéas Jacobina

Texto do áudio:


O esquema financeiro revelado nacionalmente por reportagem do portal UOL, que flagrou em interceptações da Polícia Federal o envolvimento direto da empresa Capital Consig, validou publicamente o que os sindicatos de Mato Grosso já haviam denunciado à Justiça.

Muito antes do caso ganhar repercussão no país, as entidades que representam os servidores estaduais tinham mapeado as fraudes sistêmicas e a ligação entre a Capital Consig e a fintech Cartos.

Todo o esquema foi detalhado em uma Ação Civil Pública que garantiu, na Justiça estadual, a retenção do dinheiro das empresas e a paralisação dos descontos ilegais nas folhas de pagamento das vítimas.

O fato novo que coloca as operações de Mato Grosso no centro do escândalo é o aparecimento direto da Capital Consig nos diálogos dos criminosos interceptados pela PF e divulgados pelo UOL.

Na apuração federal, um operador do esquema orienta um funcionário da Cartos sobre quais CPFs de servidores deveriam ser separados na fraude.

Na gravação transcrita pela polícia a ordem é explícita: “Consegue excluir aqueles da Cartos e da Capital Consig? Acho que ficam 116, né?”.

Para a equipe jurídica do escritório AFG & Taques, que defende a Federação dos Servidores Públicos de Mato Grosso e mais seis sindicatos, entre eles, Sinpaig, Sindes e Sintep-MT, esse áudio é a prova que confirma o que o processo coletivo estadual já denunciava: a Capital Consig e a Cartos operam de forma interligada.

Diante das investigações, o corpo jurídico dos sindicatos protocolou uma manifestação complementar na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá.

O objetivo é exigir o compartilhamento imediato das provas do Inquérito Policial para os autos estaduais, demonstrando ao juízo local que o caso de Mato Grosso integra uma engrenagem criminosa muito maior.

Para os advogados Pedro Taques e Murilo Gonçalves, que lideram a atuação no caso, a manutenção da ação coletiva é urgente para garantir a proteção das vítimas.

Segundo os advogados, o salário do trabalhador precisa ser protegido e a verdade finalmente está vindo à tona.

Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Enéas Jacobina