| 02 Governador rebate denúncia de Pedro Taques e nega irregularidades no acordo com a Oi.mp3 |
Foto da manchete: Christiano Antonucci - Secom - MT
Por Jurandir Antonio – Voz: Eneas Jacobina
Texto do áudio
O governador Mauro Mendes rebateu as acusações feitas pelo advogado e ex-governador Pedro Taques, do PSB, em uma ação popular que questiona um acordo para pagamento de uma dívida tributária da empresa de telefonia Oi, no valor de 308 milhões de reais, em Mato Grosso.
Segundo a denúncia de Taques, que ganhou repercussão nacional, empresas ligadas a parentes de Mauro Mendes e do deputado federal licenciado e secretário chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, teriam sido beneficiadas, além de citar suposto favorecimento ao desembargador Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Ricardo Almeida.
O governador acusou Taques de agir com “má-fé” e de ter motivações eleitorais. E ameaçou: ele vai pagar caro pelas mentiras que está contando.
Na opinião de Mendes, Pedro Taques está tentando aplicar um golpe eleitoral.
O chefe do Executivo garantiu ainda que a Procuradoria-Geral do Estado está segura da legalidade dos atos praticados.
O governador confirmou que já ingressou com ação judicial contra Taques por causa dos ataques de Pedro contra ele, a família e seu filho, além de outras pessoas.
Na sequência, Mauro Mendes criticou o senador Jayme Campos que denunciou que o ex-governador Blairo Maggi deixou de recolher mais de dois bilhões de reais ao Fethab, Fundo Estadual de Transporte e Habitação, com a conivência do governo de Mato Grosso.
Ainda segundo Campos, a liminar que garante isenção do imposto teria beneficiado não apenas Maggi, mas um grupo seleto de empresários ligados ao agronegócio. Um grupo de “barões” do agronegócio, segundo Jayme.
Para Mauro, as críticas feitas por Jayme não encontram respaldo na realidade jurídica.
Mauro Mendes destacou que a crítica é legítima, faz parte da democracia, mas tem que ter lastro na verdade. Em outras palavras, chamou o senador de mentiroso.
Por último, Mauro Mendes acusou a Assembleia Legislativa de “brincar de legislar”.
O governador está contrariado com a Casa de Leis por causa da PEC, Proposta de Emenda à Constituição, que reconhece a dívida e prevê o pagamento de 19,52% referentes a reajustes retroativos da RGA, Revisão Geral Anual, que não foram concedidos aos servidores públicos estaduais desde 2017.
De acordo com Mendes, todos os deputados estaduais sabem que a Assembleia Legislativa não pode apresentar matérias que criem despesas para o Poder Executivo, sendo, portanto, inconstitucional por vício de iniciativa.
O governador reforçou que fazer algo desse jeito é brincar de legislar e perder tempo, já que não tem legalidade nenhuma.
Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Enéas Jacobina