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Por Jurandir Antonio – Voz: Ana Rosa Lima
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O etanol hidratado deve seguir como a melhor opção para os motoristas, especialmente os mato-grossenses.
A análise acontece após o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda reajustar a alíquota do ICMS, Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, da gasolina, que passará de um real e 57 centavos para um real e 64 centavos por litro, um aumento de 4,5%.
O convênio que altera a alíquota foi publicado nesta semana no Diário Oficial da União e entra em vigor em 1º de fevereiro de 2027.
O documento prevê ainda a alteração da alíquota do ICMS do óleo diesel, de um real e 17 centavos para um real e 30 centavos por litro, alta de 11,1%.
O etanol, contudo, não é afetado pela decisão e tende a manter a competitividade frente à gasolina.
O levantamento mais recente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis mostra que o preço médio do biocombustível representa 60,4% do preço da gasolina em Mato Grosso.
O presidente do Sindicato das Indústrias de Bioenergia de Mato Grosso, José Fernando Mazuca Filho, acrescenta que os motoristas mato-grossenses já têm preferência pelo etanol e podem ampliar a procura pelo biocombustível quando a decisão do Comitê de Secretários de Fazenda entrar em vigor.
Mato Grosso deve produzir quase oito bilhões e meio de litros de etanol na safra 2026/2027, enquanto o mercado interno estadual consome cerca de um bilhão e 300 milhões de litros.
Para Mazuca, esse cenário representa segurança energética não só para os motoristas, mas também para toda a cadeia produtiva.
Isso acontece diante do avanço de tecnologias que permitem o uso de etanol e biometano em caminhões, tratores e máquinas agrícolas, com potencial para reduzir os custos de produção e logística.
Além da segurança energética, o representante do Sindicato enfatiza a geração de empregos, renda e arrecadação em Mato Grosso.
Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Ana Rosa Lima