CUNHO ELEITOREIRO. Pivetta condena abertura de CPI da Oi às vésperas da eleição

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Foto da manchete: Assessoria

Por Jurandir Antonio – Voz: Yaponira Cavalcanti

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O governador Otaviano Pivetta afirmou que, se instalada, a CPI, Comissão Parlamentar de Inquérito, para investigar o acordo entre o estado e a empresa de telefonia Oi, será usada com intenções eleitoreiras.

Pivetta lembrou que os deputados "tiveram todo o tempo" para criar a CPI antes da campanha.

Na opinião do governador, toda CPI criada nesse momento eleitoral vai ter cunho eleitoreiro, não tenha dúvida.

Otaviano Pivetta disse ainda que a Assembleia Legislativa tem uma série de mecanismos para fiscalizar, fazer requerimentos, cumprir com a função que é aprovar o orçamento e fiscalizar a aplicação do orçamento.

Pivetta garantiu não temer a investigação de uma eventual comissão e citou o papel institucional de fiscalizadora que possui a Assembleia Legislativa.

“Não me preocupa a instalação da CPI. Os deputados têm autonomia, a Assembleia tem autonomia para decidir o que fazer”, enfatizou o governador.

Após a deflagração da Operação Heritage, pela Polícia Federal, no último dia seis de agosto, em que o ex-governador Mauro Mendes, o deputado federal Fábio Garcia, ambos do União Brasil, e seus familiares e aliados políticos foram alvo por supostamente integrarem uma organização criminosa que desviou 308 milhões de reais em recursos do estado, no chamado escândalo da Oi.

Após a ação da PF, o requerimento de instalação da CPI da Oi voltou a tramitar na Assembleia e, conforme apurado pelo, já possui sete assinaturas de parlamentares. O número mínimo para que a CPI seja instalada é de oito.

Segundo a PF, o dinheiro do acordo passou por vários fundos de investimentos, numa tentativa de mascarar o destino dos recursos, até chegar em dois fundos, sendo que um controlado pela família de Mauro Mendes e outro ligado à Fábio Garcia.

Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Yaponira Cavalcanti