Brasil registra quase 30 mil focos de incêndio em 2026; aumento de temperatura levanta alerta de risco para Amazônia, Cerrado e Caatinga

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O Brasil já registrou quase 30 mil focos de incêndio em 2026.

Segundo dados da plataforma Terra Brasilis, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o INPE, o país contabiliza VINTE E NOVE MIL SEISCENTOS E DEZOITO focos entre primeiro de janeiro e 12 de agosto deste ano.

Mato Grosso lidera o ranking, com mais de QUATRO MIL E QUINHENTOS focos. Na sequência aparecem Tocantins, Bahia, Maranhão e Pará.

O cenário preocupa por conta do fortalecimento do El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico equatorial.

Segundo boletim divulgado pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), o fenômeno tem mais de 90% de chance de ser muito forte até dezembro.

No Brasil, os efeitos do El Niño são diferentes entre as regiões. A meteorologista Andrea Ramos aponta que o fenômeno tende a alterar tanto a temperatura quanto a distribuição das chuvas.

Segundo a especialista, o El Niño não provoca diretamente as queimadas. Na maioria dos casos, a ignição está relacionada à ação humana.

O fenômeno, porém, pode contribuir para um ambiente mais quente e seco, deixando a vegetação mais inflamável e facilitando a propagação do fogo.

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima alertou, em julho, para um aumento do perigo de incêndios entre agosto e outubro, especialmente na Amazônia, no Cerrado e na Caatinga.

O consultor climático e meteorologista Francisco de Assis destaca que o risco de queimadas ao longo do trimestre não está restrito a uma única região.

Os especialistas apontam que o cenário evidencia atenção especial para o Centro-Oeste e áreas do Nordeste, além do Cerrado, e as regiões leste e sul da Amazônia, sobretudo durante a fase mais crítica da estação seca – entre agosto e outubro.

Reportagem, Bianca Mingote