CIMI divulga levantamento sobre registros de violência sexual contra indígenas no Brasil em 2025

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Por Jurandir Antonio – Voz: Enéas Jacobina

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Mato Grosso registrou seis casos de violência sexual contra indígenas em 2025, segundo o relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil – Dados de 2025, divulgado pelo CIMI, Conselho Indigenista Missionário.

O estado teve o segundo maior número de registros entre os estados citados, atrás apenas de Mato Grosso do Sul, que contabilizou sete ocorrências.

Em todo o país, o levantamento reuniu 25 casos de violência sexual contra crianças, adolescentes e adultos indígenas.

Desse total nacional, 20 foram classificados como estupro de vulnerável e tiveram como vítimas crianças menores de 14 anos.

O próprio relatório ressalta que os registros representam apenas uma amostra da realidade da violência sexual sofrida pela população indígena.

Os seis episódios registrados em Mato Grosso envolvem principalmente crianças e adolescentes.

Dois casos citados pelo relatório são bebês Xavante que morreram após apresentarem indícios de possível violência sexual durante atendimento médico.

Em Rondonópolis, uma criança indígena de oito anos, da Aldeia Tadarimana, foi levada a uma unidade hospitalar em dezembro com lesões que, segundo o relatório, eram compatíveis com abuso sexual.

Na Aldeia Piaraçu, na Terra Indígena Capoto/Jarina, em São José do Xingu, uma adolescente Kayapó de 14 anos foi vítima de estupro coletivo, segundo o levantamento.

Segundo o relato reunido pelo Cimi, a jovem teria sido embriagada por quatro homens e violentada enquanto estava inconsciente.

Outro registro envolve uma adolescente de 14 anos da Terra Indígena Tapirapé/Karajá. De acordo com o relatório, um homem de 53 anos era suspeito de manter a jovem em cárcere privado e submetê-la a violência sexual e psicológica.

Em Santo Antônio de Leverger, uma adolescente indígena de 16 anos teria sido embriagada e explorada sexualmente por pessoas acampadas em um loteamento próximo à Terra Indígena Tereza Cristina.

Ainda em Mato Grosso, o relatório também relaciona outras situações de vulnerabilidade à presença do garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé, do povo Nambikwara.

Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Enéas Jacobina