CPI da Saúde será presidida por Wilson Santos e vai investigar denúncias na SES

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Foto da manchete: Gilberto Leite/Secom ALMT

Por Jurandir Antonio – Voz: Eneas Jacobina

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Após cerca de três anos de espera, o deputado estadual Wilson Santos, do PSD, vai presidir a CPI, Comissão Parlamentar de Inquérito, que vai apurar denúncias de irregularidades em procedimentos licitatórios na Secretaria de Estado de Saúde.

A investigação vai analisar atos do período entre 2019 e 2023, e que culminaram na deflagração da Operação Espelho pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção da Polícia Civil de Mato Grosso.

A oficialização da CPI foi publicada no Diário Oficial Eletrônico, da última sexta-feira, por meio de um ato assinado pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi.

Russi explicou que atendeu os requisitos impostos pelo Regimento Interno da Casa de Leis, que exige oito assinaturas para instalar a comissão. E reforçou que agora cada parlamentar vai exercer o papel de fiscalizar com rigor a aplicação do dinheiro público.

As irregularidades das licitações na área da saúde com empresas de prestação de serviços médicos, aconteceram no período da pandemia da Covid-19, com início no ano de 2019.

Após as graves denúncias de irregularidades constatadas pela Operação Espelho, deflagrada pela Polícia Civil, foram feitos o sequestro e bloqueio de cerca de 35 milhões de reais em bens móveis e imóveis dos investigados.

A partir da data da publicação do ato no Diário Oficial, o próximo passo será a indicação de representantes de cada bloco partidário da Assembleia Legislativa, membros titular e suplente, no prazo de cinco dias, totalizando 10 membros.

Com a formação, a CPI terá o prazo de 180 dias para concluir os trabalhos, podendo ser prorrogado.

Apesar da oficialização da CPI, tanto a Mesa Diretora quanto o próprio Wilson Santos optaram por manter em sigilo os nomes dos deputados que assinaram o pedido.

A justificativa é preservar os parlamentares de eventuais pressões ou retaliações políticas do governo Mauro Mendes diante da sensibilidade da investigação.

Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Enéas Jacobina