| CNJ abre investigação e afasta juíza que atacou Judiciário.mp3 |
Foto da manchete: Agência Brasil
Por Beatriz Albuquerque - Repórter da Rádio Nacional - Brasília
A juíza Ludmila Lins Grilo, da Vara da Infância e Juventude da Comarca de Unaí, em Minas Gerais, foi afastada por unanimidade pelo CNJ, o Conselho Nacional de Justiça.

Além disso, o CNJ abriu duas investigações contra a magistrada. Em um caso, pela recusa dela em voltar ao trabalho presencial mesmo sem autorização. Em outra por ter feito postagens em redes sociais com ataque ao Judiciário que, segundo o CNJ, ferem a Lei da Magistratura.
Nesses processos, um conselheiro do CNJ deverá ouvir as vítimas, o investigado e as testemunhas e depois submeterá o seu voto ao plenário da Casa.
O corregedor nacional de justiça, ministro Luis Felipe Salomão, votou pela instalação de um processo administrativo e pelo afastamento cautelar da juíza. Ele explica os motivos.
A juíza afirmou que tem recebido ameaças, por isso não comparece presencialmente ao trabalho, e ainda acusou o CNJ de querer acabar com a sua reputação. Em sua defesa, durante a sessão, ela alegou que o Gabinete de Segurança Institucional da Comarca de Minas Gerais já tinha ciência da situação.
Há ainda o processo que trata de postagens feitas pela juíza contra o CNJ, onde foram juntadas manifestações públicas da magistrada, dentre outras, com frases irônicas e montagens de fotos com os ministros do STF Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes.
De acordo com o CNJ, na comarca da juíza Ludmila Lins Grilo há quase 1.300 processos paralisados em cartórios, outros 1.160 indevidamente parados há mais de cem dias.
Edição: Rádio Nacional/ Renata Batista