CNA aciona o STF e pede a suspensão da demarcação de terras indígenas

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Foto da manchete: Midias Sociais

Por Jurandir Antonio – Voz: Yaponira Cavalcanti

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A CNA, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, acionou o STF, Supremo Tribunal Federal, esta semana, com um pedido urgente para suspender as portarias e decretos do governo Federal que instituíram novas demarcações de terras indígenas em diversos Estados.

Segundo a entidade, as medidas, publicadas pelo Ministério da Justiça e pela Presidência da República, “desconsideram a plena vigência” da Lei conhecida como marco temporal, e elevam o clima de instabilidade jurídica entre os produtores rurais.

O pedido da CNA acontece após o Governo Federal divulgar dez portarias declaratórias e quatro decretos homologatórios para novas áreas indígenas, decisão que a Confederação classificou, em petição ao STF, como “completa deslealdade com o Supremo e o Congresso Nacional”.

A CNA argumenta que, enquanto não houver julgamento definitivo sobre o marco temporal no STF, não deveria acontecer novas demarcações.

Para a Confederação, o movimento do governo federal ameaça direitos de agricultores, especialmente pequenos e médios produtores, e pode “incentivar o conflito no campo”.

Em Mato Grosso, o Governo Federal homologou a demarcação da Terra Indígena Manoki, que fica no município de Brasnorte.  A Terra Indígena Uirapuru, destinada ao povo indígena Pareci, localizada nos municípios de Campos de Júlio, Nova Lacerda e Conquista D'Oeste.

E por último, a Terra Indígena Estação Parecis, que fica no município de Diamantino.