Cesta básica consome mais da metade do salário mínimo nas principais capitais brasileiras

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Foto da manchete: Agência Brasil

Por Jurandir Antonio – Voz: Vinícius Antônio

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O trabalhador que recebe um salário mínimo comprometeu em média, em janeiro deste ano, mais da metade, ou seja, 55,20%, do rendimento para comprar a cesta básica, mesmo com o reajuste de 10,18%, que elevou o piso nacional de mil e 100 reais para mil 212 reais, no começo deste ano.

 

No caso de São Paulo, que tem a cesta básica mais cara do país, que custa 713 reais e 86 centavos, o comprometimento da renda chegou a 63,27%.

 

Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, do Dieese, Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, que analisa o valor dos produtos básicos em 17 capitais e compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social.

 

O Dieese também calcula qual seria o salário mínimo ideal para a manutenção de uma família de quatro pessoas.

 

Em janeiro de 2022, o mínimo deveria ser de cinco mil 997 reais e 14 centavos.

 

O valor é quase cinco vezes maior que o mínimo de mil 212 pago hoje aos trabalhadores.

  

A pesquisa constatou também que em janeiro deste ano houve aumento da cesta básica em 16 capitais.

 

Entre os destaques no levantamento deste mês, o preço do quilo do café em pó subiu em todas as capitais analisadas na comparação com dezembro.

 

Segundo o Dieese, “a expectativa de quebra da safra 2022/2023 e os menores estoques globais de café elevaram tanto os preços internacionais quanto os preços internos”.

 

O açúcar também ficou em destaque, com o valor do quilo mais alto em 15 capitais. A entressafra é a justificativa para o aumento dos preços.

Na capital de Mato Grosso, Cuiabá, de acordo com levantamento do Imea, Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, a cesta básica custava 627 reais e 81 centavos, em dezembro de 2021, último levantamento feito pelo Instituto.

 

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