Sergio Ricardo anuncia plano para enfrentar crise na agricultura familiar da Baixada Cuiabana

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Foto da manchete: Tony Ribeiro/TCE-MT

Por Jurandir Antonio – Voz: Eneas Jacobina

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O presidente do TCE, Tribunal de Contas de Mato Grosso, conselheiro Sérgio Ricardo, anunciou a elaboração do plano de metas “Mato Grosso 2050”, que deverá orientar políticas para o desenvolvimento regional e a redução de desigualdades.

Entre as prioridades está o fortalecimento da agricultura familiar na Baixada Cuiabana, tema discutido nesta segunda-feira com representantes do setor.

Segundo ele, é um plano de políticas de Estado. 

Uma das metas é o desenvolvimento da Baixada Cuiabana, que vive na extrema miséria e não tem sequer energia elétrica trifásica”, de acordo com o presidente.

Para aprofundar o debate, Sérgio Ricardo sugeriu ainda a realização de uma mesa técnica.

O conselheiro-presidente alertou que a agricultura familiar está caminhando para o fim.

Segundo ele, isso é péssimo e vai gerar ainda mais desemprego.

Sergio Ricardo reforçou que o desenvolvimento e a sobrevivência de Mato Grosso passam diretamente pela agricultura familiar.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Pública de Mato Grosso, Gilmar Brunetto, na região da Baixada Cuiabana, que conta com cerca de 35 mil famílias de pequenos produtores, o trabalho pode ampliar a produção, melhorar o abastecimento no estado e garantir a permanência de novas gerações no campo.

Brunetto lembrou que a maioria dos que estão no campo hoje são agricultores e agricultoras acima de 65 anos, que em cinco ou seis anos não vão ter mais força.

Na ocasião, o sindicalista questionou: qual o programa que o estado tem para levar o jovem para o campo? E sentenciou:  o jovem só volta se tiver renda.

Gilmar Brunetto alertou ainda para o risco de extinção da atividade.

O dirigente sindical reclamou ainda do sucateamento de centros de pesquisa e a redução de investimentos em extensão rural.

A combinação entre envelhecimento, falta de oportunidades no campo e baixa produtividade em áreas da Baixada Cuiabana tem provocado o deslocamento de famílias para as áreas urbanas de Cuiabá e Várzea Grande.

Sérgio Ricardo ressaltou que a questão da miserabilidade da Baixada Cuiabana tem que ser encarada com seriedade. Na avaliação dele, o que a Baixada está produzindo hoje são favelas.

Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Enéas Jacobina