Avanço do acesso à internet no Brasil expõe a desigualdade social no país

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Jurandir Antonio - Voz: Vinícius Antônio

O acesso à internet no Brasil avança, mas revela diferenças sociais importantes.

 

Divulgado na última semana,  o estudo que mede os hábitos e comportamento de usuários da internet brasileira, mostrou avanço no acesso da população brasileira de quatro pontos percentuais em relação a 2018, chegando 74%, o que corresponde  a quase 134 milhões  de pessoas.

 

Por outro lado, isso significa que ainda um em cada quatro brasileiros não acessa a rede mundial de computadores.

 

No perfil de acesso, as diferenças por região, gênero e raça são pequenas. Elas são acentuadas por classe social, 95% na classe A, 93% na classe B, 78% na classe C e 57% nas classes D e E.

 

Quando o acesso à internet leva em conta a educação,  97% entre os que tem ensino superior, 89% entre os com ensino médio, 60% entre os com ensino fundamental e 16% entre os com educação infantil e analfabetos.

 

A pesquisa mostra ainda que 58% dos internautas brasileiros se conectam exclusivamente pelo telefone celular.  Em 2014, 80% dos usuários usavam computadores para se conectar, mas esse índice caiu para 42%. Por outro lado, 85% dos usuários das classes D e E se conectam exclusivamente pelo aparelho móvel.

 

A taxa de usuários que usam exclusivamente o celular é um indicativo importante, pois nem sempre os aparelhos permitem a realização de atividades mais sofisticadas.

 

Apenas 33% dos internautas realizaram atividades de trabalho na internet e 40% estudam por conta própria pela internet.

Quando o recorte é por classe, a diferença é gritante: 66% de membros da classe A realizaram atividades de trabalho pela internet, enquanto esse número cai para 18% nas classes D e E.

O mesmo vale para estudos: 60% para a classe A e 27% para D e E. Enquanto isso, 92% dos internautas brasileiros enviaram mensagens por aplicativos como o WhatsApp.

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