Vacina de Oxford mostra resposta imune e segurança em idosos

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Por Lucas Pordeus León - Brasília

A vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, foi mais bem tolerada pelos idosos do que em adultos jovens. É o que diz um estudo publicado na revista científica britânica The Lancet.

A pesquisa diz que, apesar da diferença nas reações à vacina para cada faixa etária, as respostas imunes ao vírus foram semelhantes em todos os grupos. As reações foram mais baixas para o grupo acima de 55 anos do que para os voluntários de 18 a 55 anos.

As reações mais comuns, foram transitórias e predominantemente leves e locais, como dor temporária e sensibilidade onde foi aplicada a injeção, ou fadiga, dor de cabeça, febre e mialgia.

As reações foram menores após a segunda dose da vacina.

Nenhum dos participantes incluídos na pesquisa teve qualquer suspeita de reações adversas graves.

Segundo o estudo, esse resultado é encorajador porque os indivíduos mais velhos correm um risco desproporcional em relação à covid-19 e, portanto, qualquer vacina contra o novo coronavírus deve ser eficaz em adultos mais velhos.

O laboratório AstraZeneca comemorou o resultado da pesquisa publicada na revista The Lancet e diz esperar que os resultados da fase final do ensaio saiam antes do final do ano. A empresa informou que a capacidade de fornecimento global está garantida em 3 bilhões de doses.

O estudo foi realizado com 560 voluntários, sendo 240 deles com mais de 70 anos. A vacina da AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford está na última fase de testes clínicos em 60 mil voluntários no Brasil, Inglaterra, Índia, África do Sul e Estados Unidos.

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