UFMT diz que o pico da pandemia do coronavírus em Mato Grosso será na primeira semana de setembro

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Jurandir Antônio - Voz: Maíra Matos

Um estudo realizado pelos departamentos de Matemática, Saúde Coletiva e Geografia da UFMT, Universidade Federal de Mato Grosso, aponta que, caso sejam mantidas as mesmas medidas de controle do novo coronavírus, o pico da doença no Estado vai acontecer na primeira semana de setembro, com cerca de 308 mil casos registrados.

Conforme o levantamento, foram necessários 20 dias para Mato Grosso alcançar 100 casos, apenas mais 12 dias para chegar aos 200 casos, e mais sete para os 300.

Depois disso, a partir de 10 de maio, a cada dois dias passaram a ser contabilizados mais 100 casos.
 
No entanto, as projeções mostram que a doença se comporta de maneira diferente em cada região do estado.

As cidades com disseminação mais rápida tem sido Cuiabá e Rondonópolis. Já em Cáceres e Barra do Garças, as últimas semanas de maio tiveram menor número de casos confirmados da doença em relação às outras.

Por essa diferença, o pico também deve ser atingido em datas diferentes em cada região do estado.

Depois do pico, no entanto, o contágio continuará existindo, mas com uma desaceleração lenta e a curva epidemiológica deve sofrer uma queda.

“As diferenças encontradas entre as regiões de saúde de Mato Grosso devem ser consideradas na definição de estratégias de enfrentamento da Covid-19 que incorporem as particularidades locais e regionais”, conclui o estudo.

 “A desaceleração se dá lentamente, ou seja, a disseminação do vírus permanece, mas o número de infectados se espalha ao longo do tempo até cessar o número casos”, explica o documento.

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