| 02 PROTESTO. Motoboys e motoristas de aplicativo anunciam paralisação de dois dias em Cuiabá.mp3 |
Foto da manchete: Reprodução
Por Jurandir Antonio – Voz: Enéas Jacobina
Texto do áudio
Motoboys e motoristas por aplicativos de Cuiabá vão aderir à paralisação nacional e não vão trabalhar nos dias 31 de julho e 1º de agosto.
A categoria exige melhores condições de trabalho, maior remuneração pelas corridas e entregas e valorização da profissão.
O presidente do Instituto Motoboys, João Muniz, mais conhecido como "Barbudão", aproveitou para convidar os profissionais para aderirem ao movimento.
Segundo ele, hoje a taxa dos aplicativos está defasada, por isso é importante que todos participem da paralisação.
A paralisação que deve acontecer também em outras capitais do país surge logo após uma mudança no aplicativo da Uber, que agora cobra o chamado "passe", uma espécie de pacote ou assinatura dos motoristas, que podem escolher pagar a plataforma por tempo de trabalho ou por ganhos.
Entre as reivindicações feitas pelos motoristas e motoboys estão reajuste do passe em 100%, valor mínimo de um real e 50 centavos por quilômetro rodado, fim do sistema de mais entregas no aplicativo do iFood e fim dos bloqueios por parada técnica.
Para João Gabriel, ao mesmo tempo em que as plataformas como Uber, 99pop e IFood ampliam seus lucros, os trabalhadores recebem cada vez menos.
Outro ponto questionado é a falta de responsabilização das plataformas por outros custos que ficam sob responsabilidade dos próprios motoristas, que precisam arcar com despesas como combustível e manutenção veicular, além de enfrentarem uma jornada de trabalho estendida.
Além da paralisação nacional, a categoria cuiabana deve se reunir na UFMT, Universidade Federal de Mato Grosso, durante os dois dias de movimento, a partir das oito horas da manhã.
Para o representante do movimento na Capital, essa é a única forma das plataformas ouvirem as demandas dos trabalhadores.
Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Enéas Jacobina