| 09 Anuário de segurança pública Brasil registrou mais de 2,2 milhões de casos de estelionato em 2025.mp3 |
O Brasil registrou DOIS MILHÕES, DUZENTOS E SESSENTA E UM MIL E CINQUENTA E CINCO casos de estelionato em 2025, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
A categoria reúne tanto os estelionatos tradicionais quanto os golpes praticados pela internet, celular e outros meios digitais.
Os dados mostram que o número de ocorrências cresceu 429,8% em comparação com 2018, primeiro ano da série histórica do levantamento.
Entre os estados, São Paulo tem a maior taxa de registros do país, com MIL OITOCENTOS E OITO CASOS para cada 100 mil habitantes, seguido pelo Distrito Federal, com MIL SETECENTOS E DEZESSETE.
Na sequência aparecem Paraná, Rondônia, Santa Catarina, Espírito Santo e Goiás, todos com taxas superiores a mil ocorrências por 100 mil habitantes.
Em todo o Brasil, a taxa é de MIL E CINQUENTA E NOVE estelionatos por 100 mil habitantes, índice cerca de 20% maior que o registrado nos Estados Unidos.
Segundo o anuário, os golpes tendem a ser mais frequentes em estados com maior bancarização e digitalização dos serviços.
Uma pesquisa do próprio Fórum aponta que 26 milhões e 300 mil brasileiros com 16 anos ou mais perderam dinheiro em golpes pela internet ou celular no último ano.
O levantamento ainda destaca que facções criminosas têm criado estruturas especializadas em fraudes digitais, consideradas atividades de baixo risco e alta rentabilidade.
Entre os golpes mais comuns registrados no país estão a clonagem ou troca de cartão de crédito, o golpe do WhatsApp com pedidos urgentes de dinheiro, pagamento de boletos ou transferências, o golpe da falsa central bancária, do leilão ou da loja falsa e os golpes envolvendo o Pix.
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública é elaborado com dados das secretarias estaduais de segurança pública, das polícias e de outros órgãos oficiais. O estudo completo está disponível no site do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
O documento completo pode ser acessado em www.forumseguranca.org.br.
Reportagem, Bianca Mingote