| 07 Preço do suíno segue pressionado com oferta elevada e demanda fraca no mercado interno.mp3 |
Foto da manchete: Divulgação
Por Jurandir Antonio – Voz: Yaponira Cavalcanti
Texto do áudio:
O mercado de suínos vivos no Brasil segue enfrentando dificuldades na formação de preços.
A combinação entre oferta elevada de animais e demanda enfraquecida no consumo interno mantém as cotações pressionadas, com recuos registrados ao longo da última semana.
Segundo análise da Safras & Mercado, a indústria frigorífica tem adotado postura cautelosa nas compras, refletindo o ritmo lento de escoamento da carne no atacado, onde ainda não há espaço para reajustes.
De acordo com o analista Allan Maia, o consumo segue enfraquecido, impactado pela menor capacidade de compra das famílias no fim do mês.
A possível alta nos preços da carne de frango, principal concorrente, pode favorecer o consumo de carne suína nas próximas semanas.
Em São Paulo, a arroba suína caiu de 110 reais para 106 reais, refletindo o cenário de mercado mais pressionado.
A retração nos preços foi observada em diversas regiões do país. No município mato-grossense de Rondonópolis, o quilo do suíno vivo diminuiu de cinco reais e 90 centavos para cinco reais e 70 centavos.
Nos sistemas de integração, os preços apresentaram maior estabilidade, refletindo contratos previamente estabelecidos.
Apesar da pressão no mercado doméstico, as exportações seguem como fator de sustentação parcial dos preços.
Dados da Secretaria de Comércio Exterior indicam que, nos primeiros 12 dias úteis de abril, o Brasil exportou 73 mil toneladas de carne suína, o que resultou numa receita de pouco mais de 180 milhões de dólares.
O bom desempenho externo contribui para reduzir parte da oferta interna, mas ainda não é suficiente para reverter a tendência de queda nas cotações.
O mercado deve seguir pressionado no curto prazo, com expectativa de melhora gradual apenas no início de maio, quando o consumo tende a reagir.
Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Yaponira Cavalcanti