Os cinco golpes mais comuns no Brasil exploram a pressa e confiança das vítimas

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Foto da manchete: Joédson Alves/Agência Brasil

Por Jurandir Antonio – Voz: Eneas Jacobina

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Os golpes financeiros não param de crescer no Brasil e se adaptam à mesma velocidade da tecnologia.

O uso intenso de celulares, aplicativos bancários e redes sociais facilitou o dia a dia da população, mas também ampliou o campo de atuação de bandidos cada vez mais organizados.

Hoje, pelo menos cinco golpes estão entre os mais comuns no país e todos seguem um mesmo padrão: parecem situações legítimas, exploram a presa e a confiança das vítimas e só funcionam por falta de informação.

Um dos golpes mais frequentes é o do falso funcionário do banco, em que a vítima recebe uma ligação ou mensagem com alerta de “movimentação suspeita” na conta.

Em seguida, o golpista pede confirmação de dados, códigos ou orienta a transferência para uma suposta “conta segura”.

Outro golpe recorrente é o do Pix errado ou da falsa devolução. O bandido envia um Pix e, logo depois, entra em contato alegando erro e pedindo o dinheiro de volta.

Na pressa, a vítima faz um novo Pix manualmente e só depois descobre que a transação inicial foi cancelada ou feita a partir de conta fraudada.

Para não cair nessa armadilha, ao invés de fazer um novo Pix manual, faça a devolução do valor usando exclusivamente a função “devolver”, presente no aplicativo bancário.

Além deles, o golpe do WhatsApp clonado também continua fazendo vítimas.

O criminoso assume o número de alguém conhecido e envia mensagens pedindo dinheiro com urgência, sempre usando apelos emocionais, como troca de número ou necessidade imediata de pagamento.

Já no golpe do empréstimo ou benefício fácil, promessas de dinheiro rápido, benefício liberado ou valores esquecidos atraem quem está em busca de solução imediata. O golpista exige pagamento antecipado de taxas e desaparece.

Também são comuns as fraudes em vendas online, conhecidas como golpe da falsa compra. O bandido envia um comprovante falso de Pix ou TED e pressiona o vendedor a liberar o produto antes da confirmação do pagamento.

Se ainda assim acontecer de cair em um golpe, a orientação é sempre registrar um boletim de ocorrência, comunicar o banco imediatamente, guardar provas e conversas e alertar contatos próximos para evitar que outras pessoas sejam enganadas.