MT-170. Taques pede ao Ministério Público que investigue empreiteiras por asfaltou que esfarelou

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Por Redação Com Assessoria – Voz: Enéas Jacobina

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A obra da MT-170, rodovia estadualizada pelo Governo de Mato Grosso que liga municípios da região noroeste do Estado, como Castanheira, Juruena, Aripuanã, Cotriguaçu, Colniza e Juína, passou a integrar a representação criminal e de improbidade administrativa apresentada pelo advogado e ex-governador Pedro Taques ao Ministério Público Estadual.

A medida foi tomada após inspeção do TCE, Tribunal de Contas do Estado, identificar graves problemas estruturais no pavimento entregue em 2024.

A petição envolve contrato que recebeu mais de 127 milhões de reais em pagamentos públicos entre 2023 e 2025 e sustenta que os mesmos grupos econômicos, relações empresariais e conexões políticas já apontados na investigação sobre o Parque Novo Mato Grosso também aparecem na execução da rodovia estadual.

O novo documento foi protocolado na última semana, junto à Procuradoria-Geral de Justiça como aditamento à representação original apresentada em maio deste ano sobre contratos de 208 milhões de reais relacionados às obras do Autódromo Internacional do Parque Novo Mato Grosso.

Na peça anterior, os advogados apontaram possíveis conflitos de interesse, direcionamento licitatório, aditivos sucessivos e vínculos societários envolvendo agentes públicos, dirigentes empresariais e pessoas do entorno político e econômico do ex-governador Mauro Mendes.

O aditamento apresentado agora pede ampliação das diligências investigatórias já em curso para incluir contratos, pagamentos, vínculos societários e possíveis conflitos de interesse relacionados à obra da MT-170.

Segundo a representação, há elementos em comum entre os agentes econômicos e as relações empresariais citadas na investigação sobre o Parque Novo Mato Grosso e aquelas relacionadas ao contrato referente à implantação e pavimentação de 50 quilômetros da rodovia.

A nova petição foi apresentada após vistoria realizada pelo presidente do TCE, conselheiro Sérgio Ricardo, que classificou a situação da estrada como um caso de colapso estrutural.

Durante inspeção na região, o conselheiro afirmou que a rodovia “esfarelou” menos de um ano após ser entregue e que o pavimento precisaria ser completamente refeito.

Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Enéas Jacobina