Modismo perigoso. Aumenta o uso de cigarros eletrônicos entre os adolescentes.

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Foto: Dede Avez/Pexels

Por Enéas Jacobina

Texto do áudio:

Os cigarros eletrônicos são encarados pela indústria tabagista como uma espécie de “tábua de salvação”.

Um dos argumentos usados pelas empresas é de que esses aparelhos são menos prejudiciais que os cigarros comuns.

Porém, estudos e mais estudos vêm comprovando que este argumento tem muitos furos, e que os cigarros eletrônicos são bastante prejudiciais à saúde.

Uma nova pesquisa da Universidade John Hopkins, por exemplo, liga o uso de cigarros eletrônicos à diabetes.

Em um estudo que analisou dados de mais de 600 mil adultos dos Estados Unidos, os pesquisadores descobriram que os usuários de cigarros eletrônicos eram mais propensos a ter pré-diabetes.

De acordo com a pesquisa, isso é uma demonstração de que a nicotina, assim como outros produtos químicos presentes na fumaça do cigarro, podem alterar a capacidade do corpo de controlar os níveis de açúcar no sangue. 

Em 2009, a Anvisa proibiu a venda, importação e propaganda dos cigarros eletrônicos no Brasil, devido à ausência de dados científicos que pudessem comprovar a segurança dos aparelhos.

A proibição também considera os riscos de doenças respiratórias e a possibilidade de explosão da bateria, que poderia causar queimaduras.

Apesar de não serem regulamentados pela Anvisa, os dispositivos continuam sendo utilizados e  vendidos livremente no Brasil.

O cigarro eletrônico é um problema crônico em outros países, como nos Estados Unidos. No Brasil, ganhou força mais recentemente.

Especialistas observam que o cigarro eletrônico é muito atraente para crianças e adolescentes. Novidades como sabores diferentes e dispositivos que brilham no escuro atraem os mais jovens.

Um levantamento recente aponta que 70% dos usuários cigarros eletrônicos no Brasil são menores de 25 anos.

Estima-se que dois milhões de brasileiros façam uso dos cigarros eletrônicos.